As meninas da ACBF voltaram a sentir o gosto amargo da eliminação, coincidentemente tendo como algozes a Celemaster e jogando em Uruguaiana, onde a pressão da torcida se alia ao time e acaba fazendo a diferença. Além da torcida, o que mais torna tão difícil a tarefa de derrotar as adversárias jogando na fronteira?
O equílibrio sempre foi a marca dos encontros entre as duas equipes, assim jogar em casa se tornava o diferencial. A exceção à regra foi nesta temporada, com quatro jogos e quatro vitórias da Celemaster.

Para o técnico Henrique Pianta, as duas equipes são iguais tecnicamente, mas as uruguaianeses apresentam vantagem em outros aspectos.
“Elas treinam todos os dias, fazem trabalho de parte física e isso ajuda dentro de quadra, além de ser totalmente profissionais. Lá eles tem recursos, investem forte, levam torcida. Enquanto aqui as meninas trabalham ou estudam, não tem dedicação exclusiva ao futsal. Na qualidade técnica somos iguais, mas no resto nós estamos engatinhando no feminino, infelizmente”, analisa.

Para a capitã e líder do time Gabriela, a falta de treinos conuntos faz a diferença: “Em 2014  apesar de termos ficado em segundo lugar, foi um ano que treinamos bem e conseguíamos reunir todo time pelo menos uma vez por semana. Todas estavam se esforçando e empenhadas para isso, e assim deu certo, colocamos a ACBF pela primeira vez na final do estadual feminino, e acredito que perdemos no detalhe, na falta de “malandragem” talvez, na falta de experiência que uma decisão pedia. Esse ano ficamos atrás delas pela dificuldade de treinarmos. Temos treinos três vezes na semana à noite. Já é pouco, e imagina que são poucas as que conseguem ir aos treinos. Todos falam que somos uma equipe bem organizada dentro de quadra e com qualidade, com o Henrique fazendo um grande trabalho. Só que várias vezes ele não conseguiu executar o planejado em termos táticos por falta de gente”, avalia Gabi.

Ainda segundo a capitã, a falta de poder de decisão ajudou na derrota em Uruguaiana: “Experiência não foi porque esse grupo joga há muito tempo junto, se conhece bem. Talvez alguém para decidir o jogo nos momentos críticos. Elas tiveram isso na Becha e na Gabriela”, disse.

Além dos poucos treinos, alguns dias sem quadra quando há jogos do adulto e da base, a equipe teve mudanças na sua fotografia durante a temporada.
“Trouxemos a Pati e a Tamy no início do ano. A Tamy ficou grávida e nem jogou. Agora no fim vieram a Giu, Beta e Kariny, mas pouco trabalharam conosco, e mesmo assim nos ajudaram muito, deixaram ótima impressão”, conta Henrique.

Para o ano que vem, a ideia é permanecer com todo esse grupo e agregar atletas que estejam dispostas a treinar e que tenham o objetivo de ganhar.

O pensamento é compartilhado por Gabriela, que ainda não sabe se irá permanecer em 2017.

“Acho que nesses três anos pude contribuir com a competitividade, e caso não fique tenha deixado de legado. Às vezes ser competitivo acaba superando a técnica, que nas horas principais vai corresponder. O esporte é o resultado do esforço, dedicação e perseverança. Um pouco mais de comprometimento de cada uma, acho que nisso se deve concentrar as forças”, complementa.

Meninas da ACBF foram derrotadas pela Celemaster na noite de sábado, por 6x3, e foram eliminadas na semifinal do Estadual

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Depois de uma vitória sobre a Assoeva, na quarta-feira, 31, a ACBF enfrenta, neste sábado, às 20h15min, em Caxias do Sul, o Juventude.
Para o confronto a equipe ganha reforços importantes, que são os retornos de três dos seis jogadores que estiveram ausentes no meio da semana. Voltam de suspensão os fixos Marlon e Grillo e o ala Murilo. O time segue tendo as ausências de Kevin, que cumprirá mais um jogo de suspensão, e de Bruno e Rafa, ambos lesionados. O caso do pivô é mais complicado, já que teve lesão no joelho na partida contra o Floripa e ainda ficará mais alguns dias fora de combate.

O jogo também tem um caráter diferente. Na primeira fase, ele foi realizado em Flores da Cunha; já o de hoje será no Enxutão, em Caxias do Sul, prometendo grande público e em uma quadra com dimensões reduzidas.

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Laranja terá seis ausências no clássico desta quarta-feira, 31, em casa, na abertura da segunda fase do Gauchão.

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Ficou difícil, mas longe de ser impossível para as meninas da ACBF conquistarem a vaga para a final do Estadual de Futsal. Isso porque a equipe foi derrotada no sábado, 27, por 4x3 para a Celemaster, e agora terá que superar as uruguaianenses no jogo de volta.  

No confronto de ida, o time laranja teve períodos distintos dentro de quadra. Na etapa inicial, a força de sua marcação foi superada em vários momentos pela Celemaster, que soube se utilizar disso para abrir vantagem.

O placar começou a ser construído pelas visitantes com 2min12s, com Dani Souza, que aproveitou erro na saída de bola laranja para marcar 1x0.

A ACBF tentou responder de forma individual, com Pami e Gabi, mas a goleira Jé salvou. Já a equipe de Uruguaiana saiu nos contra-ataques e não ampliou aos 5mim com Dani Souza graças a Kariny, em boa saída do gol. A goleira laranja salvaria aos 10min20s o chute de Lorena após belo passe de Duda.

A melhor chance barbosense foi construída de forma coletiva, aos 14min; Pami passou para Gabi, que achou lindo passe para Lika dentro da área, e a pivô tentou de calcanhar, perdendo o gol.

Se a melhor chance da ACBF não foi convertida, com a Celemaster acontecia o contrário. Aos 19min16s, Dani cobrou falta e Becha, como sempre, foi fatal e ampliou.

O vestiário fez bem para a ACBF, que voltou com outra postura, de pressão. Em dois minutos, foram três chances claras com Pami, Gabi e Marcella, todas interceptadas por Jé com grandes defesas.

Só que a goleira não era intransponível e Pami, aos três minutos, provou isso com um chute no ângulo, marcando um golaço e descontando. A euforia durou um minuto, pois a ACBF errou no ataque e Dani Souza não perdoou: 3x1 Celemaster.

O quarto sairia aos 5min20s, com Dani Souza, se não fosse Marcella, em cima da linha, evitar. No minuto seguinte, Pami arriscou de longe e outra vez, no alto, venceu Jé, recolocando a ACBF na partida: 3x2.

A partir daí, torcida e time entraram em sitonia e pressionaram as adversárias. Aos 10min, Lika teve a chance do empate, só que Jé cresceu e salvou. Aos 13min40s, Pami chutou cruzado e Gabi por pouco não chegou.

Em melhor momento, Henrique Pianta solicitou tempo e colocou Pami como goleira-linha para empatar. A postura deu resultado aos 17min19s, com Gabi, que aproveitou rebote e uma rara falha da goleira Jé em chute de Pami para empatar o jogo.

A empolgação tomou conta do ginásio, ainda mais quando, aos 19min10s, Pami quase virou o jogo.

Só que aos 19min43s, Becha avançou pela ala, deixou duas para trás e cruzou para Dani estufar as redes: 4x3 Celemaster.

Com o resultado, a vantagem da Celemaster aumentou para o jogo de volta, hoje, às 20h. Para ir à final, a ACBF precisa vencer no tempo normal e também na prorrogação.

Mesmo recheada de desfalques, ACBF venceu por 2x1 a Assoeva, de virada, na estreia da segunda fase do Estadual Série Ouro.

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ACBF foi derrotada pela Celemaster na primeira semifinal e agora terá que vencer duas vezes para ser finalista.

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